Estranhas tradições na passagem de ano

Passas de Uva

Em Portugal há muitas formas e rituais que acontecem na noite da passagem de ano. É comum subir numa cadeira e comer 12 passas ao som das 12 badaladas, da mesma forma que é comum estrear uma peça de roupa ou usar alguma indumentária azul, já para não falar das comidas tradicionais da noite que marca a passagem de um ano para o outro. O que acontece no nosso país não diverge muito de tradições de outro países. Por exemplo na Argentina é hábito usar cuecas cor-de-rosa, por estrear, para atrair o amor. Na Austrália é comum caminhar pelas ruas, à meia-noite, a bater em panelas e tachos (o que também se faz em algumas regiões de Portugal). No Brasil a tradição manda usar roupa branca para afugentar os espíritos maus e saltar sete ondas para dar boa sorte e dar presentes à deusa Iemanjá. É bom não esquecer que nesta altura é verão no Brasil e o Natal e Ano Novo, com frequência se passa na praia, onde o jantar da «virada do ano» tem como um dos pratos indispensáveis, a lentinha, para trazer sorte. Também no Chile é fundamental comer uma colher de lentilhas para um ano repleto de trabalho e de dinheiro, como é importante varrer a casa inteira para remover as más energias. Na Colômbia anda-se à volta do quarteirão com uma mala vazia para que tenha um ano repleto de viagens. No Equador, a tradição é fazer uma boneca (como quem diz uma efígie) e queimá-la, o ato é simbólico e significa a queima do ano antigo e as boas-vindas ao novo ano. Mas as coisas estranhas não ficam por aqui, em El Salvador a mania é partir um ovo num copo à meia-noite e deixá-lo no peitoril da janela durante a noite, a figura que aparecer “desenhada”, pela manhã, representa o que a fortuna vai trazer no próximo ano. Na fria Finlândia a tradição manda colocar metal derretido em água fria para ditar a sorte no ano que se aproxima. Já na Guatemala, às 12 badaladas do novo ano, pega-se em 12 centavos e, à porta de casa, atira-se as moedas para trás das costas enquanto se está voltado para o lado oposto da rua. Entretanto, na Holanda, come-se “oliebollen”, que são bolas de massa fritas em óleo e cobertas de açúcar de confeiteiro. Nas Filipinas, para afugentar os maus espíritos, ligam todas as luzes da casa, abrem todas as portas, armários e janelas e, assim que chega a meia-noite, fecham num ápice. Em Puerto Rico, enchem tachos e panelas de água e jorram o líquido porta fora assim o relógio atinge a meia-noite. Já na Rússia a tradição manda anotar um desejo num pedaço de papel, queimá-lo, colocar as cinzas num flûte de champanhe e ingerir a bebida antes das 00h01. Por outro lado, na Escócia, com a meia-noite chega a tradição do “first-footing”, que consiste na primeira pessoa que vai a casa de um vizinho ou amigo com presentes (desde uma moeda a pão, sal, carvão ou whisky). Aqui na vizinha Espanha, a tradição é de comer uma uva a cada badalada, assim que chega a meia-noite, para garantir prosperidade no próximo ano. Na Turquia, a mania é atirar romãs da varanda para a rua… acreditem que essa era uma rua onde eu gostaria de passar depois. Por fim, em Cuba, após as 12 badaladas, o presidente do CDR – Comités de Defensa de la Revolucion, coloca o Hino Nacional. Enfim, seja qual for a tradição o importante é assinalar este dia especial.

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